
A segurança como desafio do trabalho em mobilidade
A rápida transição da economia para a digitalização tem dado um forte impulso ao trabalho móvel. Pode-se dizer que, atualmente, o mundo é digital e móvel. E tudo indica que este fenómeno se irá generalizar e consolidar no novo contexto socioeconómico para o qual estamos a caminhar.
Analisando os dados, na esfera corporativa, um estudo da consultora IDC, prevê que, em 2021, 63% dos empregados na Europa Ocidental irão desenvolver a sua atividade profissional utilizando soluções móveis que os libertarão de algumas regras inflexíveis em termos de tempo ou localização.
A mobilidade é já, uma macrotendência que permitirá às organizações de todo o mundo inovarem, renovarem-se e, consequentemente, avançarem na sua modernização, atraindo um novo perfil de talentos que requerem maior flexibilidade para levar a cabo a sua atividade profissional.
O trabalho em mobilidade distingue-se pela sua capacidade de expandir o grau de colaboração entre membros de ecossistemas profissionais, aumentando assim a eficiência global e a produtividade da empresa. Mas não é só isso, oferece também às empresas a oportunidade de reduzir os custos associados à disponibilidade do espaço físico de escritório, e reduz as despesas económicas e de tempo relacionadas com as viagens dispensáveis.
Investir em infraestruturas seguras
Todos estes benefícios, associados à própria procura de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, estão a levar as organizações a investir nas infraestruturas necessárias para impulsionar a mobilidade dos seus colaboradores. No entanto, ainda há empresas que se perguntam: é seguro trabalhar em mobilidade?
A maioria dos analistas responde afirmativamente a esta pergunta, mas salientando que, inevitavelmente, devem ser analisadas uma série de diretrizes destinadas a garantir a correta proteção dos dados da empresa quando remotamente se efetuam acessos e mudanças.
Estes especialistas defendem que as soluções de mobilidade atingirão realmente a maturidade quando combinadas com iniciativas de virtualização do local de trabalho que permitam a agilização dos processos e a total segurança do ambiente, de modo a que todas as operações sejam 100% protegidas.
Entretanto, as organizações estão a adotar uma série de protocolos de segurança destinados a minimizar qualquer ameaça proveniente do exterior da empresa. Como primeiro passo, estão a incorporar soluções tecnológicas que lhes permitem saber, por exemplo, quantos dispositivos estão a ser utilizados, as suas configurações, quem os está a utilizar, com que grau de permissão, etc. Assim, ao analisar todos os acessos e ativando defesas que, em tempo real, detetam e travam qualquer tentativa de acesso não autorizado, estão a salvaguardar um dos seus bens mais valiosos: as suas informações sobre clientes, estratégias ou produtos.
Ao mesmo tempo, devem conceber metodologias para a utilização de determinadas aplicações, de modo a permitir o acesso dos seus colaboradores apenas aquelas que são verdadeiramente fiáveis, que incorporam software de proteção de dados sempre atualizado e, portanto, sejam capazes de lidar com qualquer potencial ciberataque.
Com estas iniciativas, as empresas estão mais próximas de conseguir alcançar a sua transformacão, gerando uma cultura de inovação, acrescentando permanentemente valor ao negócio, e lançando as bases do que serão no futuro cada vez mais digital.